quinta-feira, 23 de julho de 2009

Mortalidade Infantil - 2007

Definição
Mortalidade infantil é definida como o número de crianças que morrem antes de completar um ano de vida.

Indicador
Este índice é um indicador, isto é, revela uma série de características econômicas, sociais e sanitárias de uma região, Estado ou país.

Os Piores
Exemplos de Estados cujas estruturas apresentam graves deficiências, em consequências de guerras, gerenciamento político ineficiente ou catastrófes naturais, que os levam a apresentar taxas superiores a cem mortes por mil nascidos com vida. É o caso do Afeganistão com um índice de 165, Serra Leoa - 155, Angola - 116.

Idade Média
A mortalidade infantil desses países quase aproxima-se dos números estimados para a Idade Média, um período da humanidade em que vacinas e antibióticos não existiam.

Medidas Simples
Países que apresentam altos índices de mortalidade infantil, podem com medidas simples reverter esses números, como por exemplo oferecer água tratada e esgoto, campanhas de vacinação e incentivo ao aleitamento materno, de modo que atinjam grande parte da população.

Mortalidade Infantil – Brasil eo Mundo

Brasil
O Brasil reduziu drasticamente o índice de Mortalidade Infantil. De uma taxa de 46,9 mortes por cada mil nascidos, em 1996, chegou em 2007 com uma taxa de 19,33.

Mundo
A Islândia é o país que apresenta a melhores condições com uma taxa de 2 mortes
para cada mil nascidos. Japão ( 3 ), Itália ( 3 ), França ( 4 ), Canadá ( 5 ), cuba (5 ), Estados Unidos ( 7 ), Chile ( 8 ), Costa Rica ( 10 ), Rússia ( 13 ), Argentina( 15 ), China ( 19 ), Brasil (19 ), África do Sul ( 46 ), Índia ( 54 ). O Afeganistão (165 ), é o país em pior situação.

Texto Adaptado com finalidades pedagógicas

Fontes: Folha de São Paulo 16 de julho de 2009 - Hélio Schwartsman e articulistas



sexta-feira, 3 de julho de 2009

PIB - Produto Interno Bruto - 2008 - Brasil

Professor Silvio Araujo de Sousa - Adequação para minhas aulas de geografia do ensino médio
Escola Renê Rodrigues de Moraes - Guarujá/SP


Definição – PIB – Produto Interno Bruto

È definido como a somatória de toda a riqueza (bens, produtos e serviços ) que o país produz durante um determinado período, geralmente um ano. Isso inclui do pãozinho até o apartamento de luxo. Ou seja, é um dos principais indicadores utilizados para avaliar a evolução da atividade econômica de uma região (país, estado, cidade) durante um determinado período de tempo (mês, trimestre, ano). O PIB revela a riqueza da região em avaliação.

Aplicação - exemplo
É uma ferramenta que permite de forma prática medir a evolução da economia, quando se compara a variação anual do PIB em cada trimestre , comparando com o mesmo trimestre correspondente do ano anterior. A comparação do PIB do 1º trimestre de 2009 com o 1º trimestre de 2008, dará uma estimativa do crescimento anual do PIB no período.

  • Cálculo do PIB – Produto Interno Bruto é levado em conta três grupos principais:
    Agropecuária, formada por Agricultura, Extrativa Vegetal e Pecuária;
  • Indústria, que engloba Extrativa Mineral, Transformação, Serviços Industriais de Utilidade Pública e Construção Civil; e
  • Serviços, que incluem Comércio, Transporte, Comunicação, Serviços da Administração Pública e outros serviços.


Fatores que influenciam o PIB

O primeiro fator que influencia diretamente a variação do PIB é o consumo da população. Quanto mais as pessoas gastam, mais o PIB cresce. Se o consumo é menor, o PIB cai. O consumo depende dos salários e dos juros. Se as pessoas ganham mais e pagam menos juros nas prestações, o consumo é maior e o PIB cresce. Com salário baixo e juro alto, o gasto pessoal cai e o PIB também. Por isso os juros atrapalham o crescimento do país. Os investimentos das empresas também influenciam no PIB. Se as empresas crescem, compram máquinas, expandem atividades, contratam trabalhadores, elas movimentam a economia. Os juros altos também atrapalham aqui: os empresários não gastam tanto se tiverem de pagar muito pelos empréstimos para investir. Os gastos do governo são outro fator que impulsiona o PIB. Quando faz obras, como a construção de uma estrada, são contratados operários e é gasto material de construção, o que ele eleva a produção geral da economia. As exportações também fazem o PIB crescer, pois mais dinheiro entra no país e é gasto em investimentos e consumo.

Quem calcula ?

Os cálculos do PIB são feitos e divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), um orgão do governo que tem a missão institucional de retratar o Brasil com informações necessárias ao conhecimento da sua realidade e ao exercício da cidadania.

A fórmula mais utilizada para calcular o PIB é:
PIB = C+I+G+X-M
C representa o consumo privado

I é a totalidade dos investimentos realizados

G equivale aos gastos do governo

X é o volume de exportações

M é o volume de importações


Nova Metodologia de Cálculo

A nova metodologia implantada incluiu novos critérios propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU), em sintonia com o crescimento de serviços como telefonia celular e levando em conta a economia informal. O novo método trabalha com mais fontes de informação e leva em consideração 110 produtos (antes eram 80) e 56 atividades econômicas (contra 43 da metodologia passada). Segundo o IBGE, isso permite fazer um cálculo mais preciso. O novo método para contabilizar o desempenho da economia brasileira passou ainda a utilizar como fontes de dados as pesquisas anuais setoriais da Indústria, Comércio e Construção Civil do IBGE e as receitas declaradas das empresas à Receita Federal. A melhora metodológica significa um cálculo mais preciso das riquezas geradas no país.

Padronização Internacional

Cada país tem o seu próprio órgão ou instituto e sua própria metodologia para o cáculo do PIB, mas a medida que a economia do país demonstra sinais de estabilidade, e ganha confiança do investidor estrangeiro, como é o caso do Brasil, que atingiu um nível de reservas internacionais acima de US$ 100 bilhões, risco país abaixo de 165, aproximando-se da taxa média dos países emergentes, quitou sua dívida junto ao FMI, configurando uma situação em que os técnicos do país vêem necessário adequar os cálculos para obtenção do PIB aos padrões internacionais, países que seguem as orientações propostas pela ONU, obtem dados mais próximos da realidade e com muito mais credibilidade.

Padrões Internacionais

Estes padrões internacionais encontram-se no Manual de Contas Nacionais de 1993 (System of National Accounts) da ONU (Organização das Nações Unidas), realizado sob a responsabilidade conjunta de entidades com o Banco Mundial, a Comissão das Comunidades Européias (Eurosat), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Cálculo do PIB

O cálculo do PIB, no entanto, não é tão simples. Do preço final de cada produto, é preciso saber a contribuição de cada setor para a produção e composição do preço final do produto. Por exemplo se você produziu uma obra de arte e vendeu por R$ 50,00 , sabendo que precisou comprar madeira a R$ 10,00 mais as tintas R$ 20,00 , neste caso a participação da indústria foi de R$ 30,00 e você que transformou a madeira em arte contribuiu com mais R$ 20,00 para o PIB nacional. O índice só considera os bens e serviços finais, de modo a não calcular a mesma coisa duas vezes. A matéria-prima usada na fabricação não é considerada. No caso de um pão, a farinha de trigo usada não entra na conta. Um carro de 2002 não é computado no PIB de 2006, pois o valor do bem já foi incluído no cálculo daquele outro ano. O IBGE precisa fazer cálculos para toda a cadeia produtiva brasileira. Ou seja, ele precisa excluir da produção total de cada setor as matérias-primas que ele adquiriu de outros setores. Depois de fazer esses cálculos, o instituto soma a riqueza gerada por cada setor, chegando à contribuição de cada um para a geração de riqueza e, portanto, para o crescimento econômico.

O PIB em 2008

O valor do Produto Interno Bruto - PIB (a soma das riquezas produzidas pelo país) cresce 5,1% e chega a R$ 2,9 trilhões em 2008.
O Brasil na economia mundial Com esse crescimento do PIB em 5,1% e mesmo sendo um dos mais baixo dos países emergentes, o Brasil melhorou sua posição no ranking mundial das maiores economias do mundo, ocupando a oitava posição, e se aproximando do sétimo lugar que é a França.

PIB per capita ou renda per capita - (a soma das riquezas divida pelo número de habitantes)

Em 2008, O PIB per capita atingiu R$ 15.240,00, um crescimento de 4,0% em relação ao ano de 2007.


Obs. Texto adaptado para aplicação em minhas aulas de Geografia no ensino médio.

Fontes: Sites acessados em 30/06/2009
http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/duvidas/pib.html
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u108161.shtml
http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1330&id_pagina=1
http://www.comoinvestir.com.br/anbid/CalandraRedirect/?temp=5&proj=anbid&pub=T&comp=Mercado%20em%20Movimento&docid=96C48CEB87E5AEE3832575AD0063CBC2
http://www.ipib.com.br/home.asp


domingo, 26 de abril de 2009

Baixada Santista - 5.000 anos antes do tempo presente

  1. A ocupação da Baixada Santista começou por Cubatão há aproximadamente cinco mil anos. Logo após o período de degelo terrestre.
  2. Sambaquieiros: índios pré-históricos que viveram na Mata Atlântica entre 6 mil e 3 mil anos abtes de Cristo, e vinham para o litoral no verão, a partir do recuo e, depois, do avanço do mar, de onde tiravam seu alimento.
  3. Os sambaquis, que em língua tupi, quer dizer, monte de conchas, são testemunhos dessa presença humana. Sob esse monte de conchas ou casqueiros foram sepultados vários corpos desses habitantes , em meio a materiais orgânicos e calcáreos que, empilhados ao longo do tempo e sofrendo a ação das imtempéries, acabaram por passar por um processo de fossilização química, petrificando detritos e ossadas.
  4. A presença de sambaquis - monte de conchas ou casqueiro, também deu origem ao nome do rio Casqueiro e o bairro do mesmo nome, em Cubatão - SP.

Uma outra versão

A tese do arqueólogo Manoel Gonzalez, propõe que os primeiros habitantes viviam na região só na primavera e no outono, e não no verão. Aproveitando a abundância de alimentos ( caranguejos, mariscos, raias e tubarões, raízes e frutas).

Sua tese se baseia em daddos obtidos a partir da análise de otólitos, ossos petrificados de peixes que serviam de alimentos para esses homens pré-históricos. A tese se baseou em material arqueológico encontrado em Cubatão, no Sambaqui Piaçaguera, próximo a antiga usina da Cosipa, hoje Usiminas. A análise foi dos anéis de crescimento dos otólitos ( ossos fossilizados) de peixes, a maioria corvina, datados de 5.000 anos antes do presente.

Nível do mar há aproximadamente 10.000 anos - recuo de 30 quilômetros

Já nesse período geológico, aproximadamente 10.000 anos antes da data atual, a região era mais ampla. A praia estava 30 quilômetros além do que esta hoje. Devido ao congelamento de grande parte do planeta.

Nível do mar há 5.000 anos - 5 metros acima do atual

Nesse período geológico, o nível do mar na região estava cinco metros acima do atual, devido ao derretimento das calotas polares. Isto significa que, Santos, São Vicente, parte da Praia Grande, Guarujá e Cubatão, não existiam, estavam submersas. Foi o chamado ótimo glacial. Segundo o arqueólogo, a água do mar na região estava com sua temperatura máxima em 32 graus e a mínima em 24 graus.

Foram essas águas quentes produzidas por influência climática na região central do globo que contribuiram para o descongelamento. A corrente marítima que vem da África, ao chegar as costas do Brasil divide-se em duas, levando água aquecida para os polos causando o degelo.

Fonte: A Tribuna - Santos - 26 de abril 2009 - Manoel Alves Fernandes

Tese de pós-doutorado em Arqueologia, defendida no Museu Nacional de História Natural de Paris - pelo Arqueólogo Manoel Mateus Bueno Gonzalez.

sábado, 11 de abril de 2009

Nova Teoria Sobre a Chuva

Folha de São Paulo - caderno de ciências - 10 de abril de 2009.

1 - Pesquisadores russos, dizem que a mata leva chuva do litoral ao interior - porque a transpiração das plantas reduz a pressão e move o ar úmido.
2 - Essa hipótese explica chuva farta no interior da Amazônia; a força da evaporação das árvores bombeia a umidade do mar para a floresta.
3 - Para os físicos russos, Anastassia Makarieva e Victor Gorshkov, do Instituto de Física de São Petersburgo, a força da evaporação é um dos principais motores da circulação atmosférica, vale dizer, que os ventos movem as chuvas - mecansimo apelidado de "bomba biótica".
4 - Há cientistas que discordam dessa teoria, e ficam com a teoria padrão, em que a força da bomba esta na diferença de temperatura provocados por diferenças na incidência e absorção de radiação solar, entre regiões.
5 - No esquema tradicional, ventos transportam massas de ar acima do oceano - onde são carregadas de umidade por evaporação, sob efeito do sol.
6 - De acordo com esse mecanismo tradicional, a quantidade de chuva deveria diminuir no interior do continente, à medida que a costa vai ficando mais longe.
7 - Porém, não é o que ocorre em muitas partes do mundo. Na Amazônia, por exemplo, em sua porção ocidental, chove tanto ou mais que no litoral.
8 - A teoria proposta por Anastassia e Victor, explica que a chuva vem da própria floresta. (por isso a expressão "bomba biótica", isto é, viva).
9 - Por meio da transpiração, as plantas liberam vapor de água na atmosfera. Conforme esse vapor sobe, encontra camadas de ar frio e se condensa em gotículas, formando nuvens.
10 - Na transição da forma gasosa para líquida, a água diminui de volume, deixando um vazio no ar, diminuindi sua pressão.
11 - Isso faz com que o ar mais abaixo, onde a pressão é relativamente mais alta, seja sugado para cima, arrastando com ele o ar mais úmido do oceano ou da própria floresta adjacente. É uma bomba de elevar vapor que produz chuva.
12 - Graças a vegetação, os 8 milhões de Km2 de floresta amazônica bombeiam a cada dia 20 trilhões de litros de água para a atmsofera.
(final das anotações)

Irã inaugura usina de combustível nuclear - Folha de Sâo Paulo - 10 de abril de 2009



Notas
1 - o Irã inaugurou ontem (9 de abril de 2009) sua primeira usina de combustível nuclear.
2 - O presidente da Organização Iraniana de Energia Atômica, Gholam - Reza Aghazadeh, anunciou que o Irã possui hoje 7.000 centrífugas de enriquecimento de urânio.
3 - O urânio enriquecido alimenta reatores - que conforme o grau de enriquecimento, podem produzir energia, isótopos para a indústria médica ou armas nucleares.
4 - A nova planta, abastecerá o reator do complexo nuclear de Arak.


O Ciclo de Enriquecimento Nuclear

1 - Concentração: O urânio é armazenado na forma de óxido de urânio, conhecido como "yellowcake". Naturalmente, uma amostra de urânio tem 99,3% de U-238 e 0,7% de urânio U-235.

2 - Conversão: É o preparo do urânio para o enriquecimento. O "yellowcake" é transformado em gás e condensado na forma de pó.

3 - Enriquecimento: Nome dado ao processo que aumenta a proporção de U-235, apropriado para a geração de energia nuclear.


4 - Métodos: Há dois métodos usados para o enriquecimento do urãnio.

  • Difusão Gasosa: O urânio em estado gasoso é filtrado.
  • Centrifugação: (método usado pelo Irã)- A alta rotação das centrífugas separa os tipos de urânio.

5 - Combustível: O urânio enriquecido é condensado em blocos, na forma de dióxido de urânio.
6 - Possíveis usos: O grau de enriquecimento determina a utilização possível para o urânio.

  • Nível de enriquecimento de 3% a 5% - gera energia elétrica, é o atual nível de enriquecimento do programa iraniano.

  • Nível de enriquecimento de 20% - é o suficiente para mover um submarino nuclear.

  • Nível de enriquecimento maior que 90% - suficiente para criar uma bomba atômica.

(final das anotações)